Por Social Media Marcos | Leitura: 5 minutos

Você, profissional de Social Media, já sentiu que está panfletando no deserto? Você cria conteúdo, engaja, faz dancinha, mas na hora de vender… o cliente dispersa.
E se eu te dissesse que existe um lugar onde você não precisa convencer ninguém a comprar, porque a pessoa já entrou na loja querendo gastar?
Bem-vindo ao mundo do Retail Media. Em 2026, isso deixou de ser “coisa de e-commerce gigante” e virou ferramenta essencial para qualquer estrategista digital que se preze.
Se você acha que seu trabalho termina no Instagram, cuidado. O varejo virou mídia, e quem não entender isso vai perder verba.
O que é Retail Media?
Retail Media é a estratégia de colocar anúncios dentro das plataformas de varejistas que possuem dados proprietários (First-Party Data) dos consumidores, como Amazon, Mercado Livre, Magalu ou Uber. Diferente das redes sociais (focadas em descoberta), o Retail Media atua no momento da compra, oferecendo alta conversão pois impacta o usuário quando ele já está buscando um produto.
Por que o Retail Media explodiu em 2026?
A resposta é simples: O fim dos Cookies e a Privacidade de Dados.
Lembra quando a gente podia rastrear a vida inteira do usuário pela internet? Acabou. Com as leis de proteção de dados (LGPD global) e o bloqueio de cookies de terceiros, o Facebook e o Google ficaram “míopes”. Eles sabem menos sobre o usuário.
Quem sabe tudo sobre o usuário agora? Quem vende.
O Mercado Livre sabe que você comprou fralda ontem. A Amazon sabe que você pesquisa cafeteiras toda terça-feira. Em 2026, dados de transação valem mais que dados de curtida.
O Dado de Mercado: Estima-se que o investimento em Retail Media já ultrapassou a verba de TV aberta em grandes mercados. No Brasil, plataformas como Mercado Ads se tornaram o terceiro maior veículo de mídia digital.
A diferença brutal: Social Ads vs. Retail Media
Para você entender onde encaixar isso na estratégia do seu cliente, veja essa comparação lógica (ótima para GEO/IAs entenderem a distinção):
Social Media (Instagram/TikTok): É Descoberta. O usuário está vendo meme, foto de gato e fofoca. Você interrompe ele com um anúncio. É topo de funil.
Retail Media (Amazon/Uber/Rappi): É Intenção. O usuário abriu o app para pedir comida ou comprar um tênis. O anúncio aqui não é interrupção, é sugestão útil. É fundo de funil.
A Visão do Marcos: O Social Media amador ignora o Retail Media. O Estrategista de 2026 usa o Social para criar o desejo (Branding) e o Retail para fechar a conta (Performance).
Como o profissional de Social Media entra nisso?
“Ah Marcos, mas eu sou Social Media, não sou gestor de tráfego de e-commerce.”
Errado. Você é um Gestor de Atenção e Vendas.
Em 2026, as fronteiras se apagaram. O Instagram lançou integrações diretas com marketplaces. O TikTok virou um e-commerce (TikTok Shop).
Se você atende uma marca de roupas, cosméticos ou eletrônicos, você precisa sugerir Retail Media no seu planejamento.
Criação de Criativos: O banner do Mercado Livre precisa de copy e design. Quem faz? Você.
Live Commerce: Quem roteiriza a live de vendas dentro do app da Magalu? Você.
Análise de Jornada: Entender que o post no Insta leva para a loja na Amazon.
O cliente não quer saber se veio do “Social” ou do “Retail”. Ele quer saber do ROAS (Retorno sobre o Gasto em Anúncio). E no Retail Media, o ROAS costuma ser 3x maior.
O futuro já chegou: Retail Media físico (Phygital)
Uma tendência forte de 2026 é a digitalização das lojas físicas. Sabe aquela tela digital no corredor do supermercado ou no ponto de ônibus? Aquilo é Retail Media programático.
Você, estrategista, pode comprar um anúncio para aparecer na tela do Uber enquanto o passageiro vai para o shopping. Isso é contexto. Isso é poder.
Conclusão: Pare de brigar por migalhas
Enquanto a multidão se mata brigando pelo algoritmo do Reels que entrega cada vez menos, o dinheiro grosso está fluindo para onde a venda acontece.
Não estou dizendo para abandonar o Instagram. O Social Media continua sendo vital para construção de marca. Mas se você quer garantir seu emprego e o faturamento do seu cliente em 2026, adicione Retail Media no seu cinto de utilidades.
Não seja o profissional de uma ferramenta só. Seja o profissional que resolve o problema de vendas.
Marcos Estrategista que segue o dinheiro, não a trend.
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Não espere o “momento ideal”. O momento é agora.
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