Não me entenda mal, a IA não vai a lugar nenhum. Mas a saturação de conteúdos artificiais gerou um efeito rebote no comportamento do consumidor. Estamos entrando na era da curadoria humana e da profundidade. O público cansou do raso, do genérico e do perfeito demais.
Separei aqui as 8 tendências que guiarão nossas estratégias no próximo ano. Pegue seu bloco de notas (manual ou do iphone), porque isso aqui vale ouro.
Autenticidade e Humanização (O Antídoto da IA)
Parece clichê, mas em 2026, “ser humano” é o maior diferencial competitivo de uma marca. Com a internet inundada por textos e imagens geradas por robôs, a imperfeição tornou-se um selo de qualidade.
O que muda: Chega de feeds esteticamente perfeitos e irreais. O público quer ver bastidores caóticos, erros aprendidos e rostos reais.
Ação: Mostre quem faz a marca. Vídeos sem superprodução, opiniões sinceras e vulnerabilidade conectam mais do que qualquer copy perfeito de IA.
A era da comunidade
Não estamos mais falando de “seguidores”, mas de membros. O alcance orgânico das redes sociais continua caindo, mas o engajamento dentro de comunidades fechadas (grupos, canais de broadcast, fóruns) está explodindo.
O foco: As marcas deixam de ser o centro da conversa e passam a ser o facilitador das conexões entre as pessoas.
Dica: Crie espaços onde seus clientes possam falar entre si, não apenas com você.
Micromovimentos e o poder do nicho
Esqueça a ideia de falar com “todo mundo”. 2026 é o ano dos micromovimentos: grupos pequenos, altamente engajados e apaixonados por temas específicos.
O destaque da vez: A Newsletter. Em meio ao ruído dos algoritmos, a caixa de entrada virou um santuário. A newsletter volta com tudo, não como um panfleto de ofertas, mas como uma conversa íntima e curada. É o lugar onde você aprofunda o papo que começou no Reels. Se você ainda não tem uma, está deixando dinheiro (e relacionamento) na mesa.
Conteúdos longos e profundos
Lembra quando diziam que “ninguém lê textão”? Isso morreu. O TikTok educou o usuário para vídeos rápidos, sim, mas também criou uma lacuna de profundidade.
A tendência: Vídeos longos no YouTube, podcasts de 2 horas e artigos de blog densos (como este!) estão em alta.
Por quê? Porque as pessoas estão buscando explicações, não apenas atrações. A superficialidade da IA criou uma fome por análises complexas e opiniões embasadas.
Social Commerce e Monetização
A fronteira entre “ver” e “comprar” desapareceu. As redes sociais não são mais vitrines; são o próprio PDV (Ponto de Venda).
O cenário: Lives de vendas (Live Commerce) deixam de ser evento esporádico para virar rotina. As plataformas facilitarão cada vez mais o checkout sem sair do app.
Para creators: A monetização vai além da “publi”. Venda de produtos digitais, clubes de assinatura e afiliação direta serão o faturamento que vai garantir o “salário” do influenciador.
Retail Media: O Varejo é a Nova TV
Seus dados de compra valem mais que seus dados de navegação. Grandes varejistas (como Mercado Livre, Amazon, Magalu) estão se tornando os maiores veículos de mídia do mundo.
Na prática: Anunciar dentro de e-commerces garante que você apareça para quem já está com o cartão de crédito na mão, no momento exato da busca. É a publicidade mais assertiva de 2026.
Creators Club (a evolução do influenciador)
As marcas pararam de contratar influenciadores apenas para “postar um story”. A tendência agora são os Creators Clubs: esquadrões de criadores que trabalham a longo prazo com a marca, co-criando produtos e participando das decisões estratégicas.
Vantagem: O creator traz a linguagem da comunidade para dentro da empresa, e a empresa ganha autenticidade emprestada.
Marketing de guerrilha (para vencer em tempos de IA)
Aqui está a cereja do bolo. Com a IA facilitando a criação de conteúdo “padrão”, tudo ficou muito igual. Como se destacar? Quebrando o padrão.
A volta da Guerrilha: Ações físicas, intervenções urbanas, experiências “fora da tela” e campanhas digitais disruptivas que a IA não conseguiria prever.
O raciocínio: Se a IA segue padrões lógicos, o marketing de guerrilha usa a criatividade caótica e a surpresa para ganhar a guerra da atenção. Em 2026, ser imprevisível é uma estratégia de sobrevivência.
Resumo da ópera para 2026
Use a IA para ganhar produtividade, mas use sua humanidade para ganhar o coração do cliente. Aprofunde as conversas, cuide da sua comunidade e não tenha medo de ir na contramão do algoritmo.
E você, qual dessas tendências já vai aplicar na sua estratégia hoje?
Marcos Seu estrategista de mídias sociais.
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